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Programa de Assistência Técnica e Gerencial pode ajudar na profissionalização da pecanicultura

IBPecan promoveu encontro virtual para apresentar aos associados como funciona a ATeG do Senar-RS



Com o objetivo de melhorar a gestão na produção de noz-pecã no Estado do Rio Grande do Sul, o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), realizou nesta terça-feira, 03 de abril, um encontro virtual com os seus associados para falar sobre o programa ATeG, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS). O engenheiro agrícola e supervisor de ATeG nas áreas de agricultura, fruticultura, piscicultura e olericultura, Rafael Gatto, foi o responsável por explicar como funciona o programa de Assistência Técnica e Gerencial.


Inicialmente Gatto informou que o programa já é desenvolvido há 10 anos em nível nacional e no Rio Grande do Sul começou em 2019. Destacou que todos os cursos oferecidos são gratuitos, “uma vez que a cada nota emitida no bloco do produtor rural, 0,2% do seu total é revertido para o Senar”. Segundo ele, a principal missão do Senar é desenvolver ações de formação profissional e atividade de promoção social voltadas para as pessoas do meio rural, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do produtor.


O Senar tem parceria com os Sindicatos Rurais dos municípios onde é possível ver toda a agenda de cursos e do Programa de Assistência Técnica e Gerencial. De acordo com Gatto, o programa ATeG atende atualmente mais de 13 mil produtores no Estado e a ideia é continuar crescendo, com a meta de tentar chegar em, pelo menos, 17 mil produtores até o final do ano. “Esse programa visa ser um pouco diferente da assistência que o produtor geralmente tem. O objetivo é ser um processo educativo, de forma individual e com metodologia específica”, salientou.


O supervisor de ATeG explicou que cada técnico atende um grupo entre 25 e 30 produtores, realizando uma visita mensal na propriedade, que tem a duração de 4 horas e é agendada com antecedência. O período de trabalho com cada grupo é de 3 anos. “É um bom tempo para o técnico conhecer a propriedade, ganhar a confiança do produtor e começar a implementar as recomendações, minimizando problemas. Um dos diferenciais do programa é aliar a parte gerencial, tratar a propriedade como uma empresa, porque as margens na agricultura são pequenas. Têm as questões climáticas que influenciam, o mercado, os preços, e no caso da noz-pecã existe também a variação de produção de um ano para o outro”, observa Gatto.


Segundo o engenheiro agrícola, os principais objetivos da ATeG são melhorar a produtividade e renda, promover a evolução socioeconômica e o desenvolvimento sustentável. Para isso, explica que foi criada uma metodologia, dividida em cinco passos: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultado. “Essa metodologia é aplicada à realidade de cada produtor, mas o princípio básico é o mesmo em todas as propriedades”, colocou Gatto, lembrando que todas as informações necessárias sobre a ATeG e cursos disponibilizados podem ser conferidas no site do Senar - https://www.senar-rs.com.br/.


Ao encerrar o encontro virtual, o presidente do IBPecan, Eduardo Basso, disse que a ATeG pode ajudar na profissionalização das propriedades. Afirmou que é uma forma de começar a trabalhar uma metodologia, seja na área técnica, olhando as doenças, a poda, como também na parte econômica financeira. “Esse é o diferencial mostrado nesta proposta: saber quanto custo, qual o ponto de equilíbrio, qual o preço de venda e quando o pecanicultor começa a ganhar”, finalizou.


Saiba mais e inscreva-se: https://www.senar-rs.com.br/ateg/


Redação: Agroeffective




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