Pecanicultores recebem visita técnica com representantes do Ministério da Agricultura


Evolução da abertura de mercados internacionais, padrão de qualidade nacional da pecan e desenvolvimento de material genético para a cultura estiveram entre as demandas prioritárias.



Entre outras demandas, a abertura de mercados internacionais, padrão de qualidade nacional da pecan e desenvolvimento de material genético para a cultura foram temas discutidos com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante visita técnica ao Estado. O encontro com o MAPA e Embrapa/CPATB ocorreu no dia 4 de agosto em Cachoeira do Sul, na sede da Pecanita Agroindustrial Ltda., que participou como representante da indústria e do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) representante dos produtores.


Inicialmente foi apresentado um relato sobre o histórico e situação atual da pecanicultura no Brasil, seus avanços e números estatísticos. Também foram evidenciadas as áreas de desenvolvimento tecnológico e de mercado como as mais sensíveis.



Quanto ao desenvolvimento de mercado, além da atenção com o mercado interno, foi discutida a necessidade de ampliar as tratativas, não somente para a conclusão da abertura do mercado chinês, mas também a prospecção de outros mercados por meio dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Isto porque a projeção de crescimento da produção já está gerando excedente exportável. A exportação, além de regular e valorizar o mercado interno nos permite uma maior participação no comercio internacional além de agregarmos mais valor ao nosso produto, alinhando a preços internacionais.



Norma horizontal para nozes e castanhas


Outro assunto tratado durante o encontro foi o desenvolvimento de um padrão de qualidade nacional, a partir da realidade local e os referenciais do comércio internacional. Sobre esse item, o MAPA, que recebeu sugestões do setor, comunicou a publicação da norma sobre o Padrão Horizontal de qualidade para nozes e castanhas no Brasil (publicada no dia 5 de agosto e disponível no link: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sda-n-635-de-5-de-agosto-de-2022-421607750 ). Na oportunidade foi informada a possibilidade de que um padrão específico para pecan, a partir das sugestões já encaminhadas, poderia ser adotado como um anexo ao Padrão Horizontal para nozes e castanhas, o que facilitaria ajustes futuros nos seus referenciais.


As normas são importantes e auxiliam a evolução da qualidade e a valorização da produção nacional. Com isto, ganha o produtor com a valorização de sua produção, a indústria ao receber um produto padronizado, e também os consumidores com um produto final de maior qualidade. Assim como nossa pecanicultura, além de reconhecimento, ampliará seu acesso aos mercados internacionais de pecan.



Acesse o anexo:

Art
. 1º Estabelecer o Regulamento Técnico que define os requisitos mínimos de identidade e
Download 1º ESTABELECER O REGULAMENTO TÉCNICO QUE DEFINE OS REQUISITOS MÍNIMOS DE IDENTIDADE E • 1.37MB

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sda-n-635-de-5-de-agosto-de-2022-421607750




O terceiro item de pauta foi a importância das pesquisas para o desenvolvimento e/ou introdução de cultivares com mais produtividade, mais qualidade de frutos, e maior resistência/tolerância a doenças e pragas. Esta área de pesquisa, proporciona mais sustentabilidade e economicidade, além de maior competividade à cadeia produtiva da pecan. Para tanto foi solicitado ao MAPA e Embrapa o apoio e maior investimento nos programas e projetos já em andamento, como as parcerias da Embrapa, Fepagro e Universidades com empresas e instituições, a exemplo da Pecanita Agroindustrial e IBPecan (Projeto Pecan 2030). Também foi discutida a necessidade de viabilizar o acesso e intercâmbio na importação de material genético para ampliação da base de germoplasma das empresas e instituições de pesquisa.



Logomarca Projeto IBPecan & Embrapa




Também foram discutidas ações para apoio e desenvolvimento para outros estudos e projetos tais como os de caracterização genética de cultivares entre a Pecanita e Embrapa/CPATB, a conclusão das instalações das URPecans, unidades de referência da pecan, pertencentes ao projeto Pecan 2013 do IBPecan e Embrapa/CAPATB.


Na oportunidade os representantes da pecanicultura estabeleceram a realização de novas reuniões de trabalho com o MAPA, possivelmente durante a realização da Expointer 2022, em Esteio.



Demais presenças no encontro


A Pecanita Agroindustrial Ltda esteve representada na reunião pelos sócios-diretores Astor Wallauer, Claiton Wallauer e Luciana Wallauer Vianna. Pelo Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), participou o Coordenador da Câmara Setorial da Pecan, Engº Agrº Jaceguáy Barros, que também é o consultor técnico da Pecanita Agroindustrial Ltda.


Por parte do IBPecan, estiveram presentes, além do presidente Demian Segatto da Costa, o vice-presidente, Daniel Basso, e o coordenador de Novos Mercados, Eduardo Basso.


Pela Embrapa/Clima Temperado/Pelotas, Engº Agrº Roberto Pedroso, e dos pesquisadores Carlos Roberto Martins e Jair Narchtigal.


Pela superintendência do MAPA/RS estiveram presentes a Superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio Grande do Sul (SFA-RS), Helena Rugeri e o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SIPOV) da SFA-RS, Leandro Kroth.


Pelo MAPA/Brasília participaram o titular da Coordenação-Geral de Qualidade Vegetal (CGQV) da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), Hugo Caruso; Ana Carolina Brutti (CGQV/DIPOV); Carlos Artur Franz (CGQV/DIPOV); e o coordenador-geral do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), Fabiano Barretto.



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