O potencial Brasileiro para produção de Nozes e Castanhas

Atualizado: 8 de Mai de 2020

Embora apresente um potencial de crescimento gigantesco – o consumo de castanhas e nozes no mundo tem aumentado em 6% ao ano, de acordo com o International Nut Council (INC) -, o segmento representa apenas 18% do total das exportações brasileiras.



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O agronegócio brasileiro representa um segmento extremamente importante para a geração de riquezas e, portanto, para o desenvolvimento do País. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, em 2017 o setor representou mais de 44% do PIB brasileiro.


Dados do Ministério da Agricultura (Mapa) indicam que, nos vinte anos referentes ao intervalo de 1997 a 2017, o Brasil exportou US 1,23 trilhões e empregou mais de 30 milhões de pessoas. Somente no ano passado, as exportações do setor totalizaram U$ 102 bilhões e a expectativa é de que 2019 se encerre com um crescimento de 2% (até agosto deste ano, as exportações derivadas do agronegócio superaram os U$ 64 bilhões, com o envio de mais de 4 mil produtos para terras estrangeiras).


Embora apresente um potencial de crescimento gigantesco – o consumo de castanhas e nozes no mundo tem aumentado em 6% ao ano, de acordo com o International Nut Council (INC) -, o segmento representa apenas 18% do total das exportações brasileiras. Depois de aumentar em 41% o volume exportado e em 78% as receitas provenientes da venda de diferentes qualidades de nozes e castanhas a outros países em 2018 com relação a 2017, o Brasil registrou o envio de 21 mil toneladas de produtos desta natureza para o exterior, com receita de U$ 190 milhões. A cifra é pouco representativa perto dos outros produtos da balança comercial do agronegócio e os números poderiam ter sido muito melhores com investimentos adequados em ferramentas de estímulo ao cultivo destes produtos.


Para se ter uma ideia, o Chile foi capaz de, em dez anos, multiplicar por seis as cifras resultantes da exportação de diferentes qualidades de castanhas e nozes, ampliando de US 96 milhões para U$ 586 milhões as receitas provenientes com o comércio internacional destes produtos.

Sem realizar os investimentos necessários, o Brasil trabalha aquém da sua capacidade e perde a oportunidade de colocar o segmento como o 15º na pauta de exportação nacional. Irônico é que, entre as oito castanhas e nozes mais consumidas no mundo, quatro delas estão presentes no Brasil.