Formigas cortadeiras, por que controlar e qual melhor estratégia?

Nas áreas agrícola e florestal, o conceito de praga está diretamente relacionado aos efeitos econômicos (prejuízos) produzidos por determinado inseto. E que pode ser desencadeado pelo hábito alimentar, densidade populacional, clima favorável, ausência de inimigos naturais em decorrência de desequilíbrio ambiental, entre outros. Em plantios silvícolas, as formigas cortadeiras são a principal praga em potencial. Podem elevar consideravelmente os custos de implantação e o controle de pragas. Em se tratando do estado do Rio Grande do Sul, se podem citar as espécies do gênero Acromyrmex como as de principal ocorrência, principalmente as popularmente conhecidas como quemquem, quem-quem de cisco e mineira.


São insetos com uma organização social e de castas, com funções e importância na colônia (ninho) definidas, o que cria uma estratégia de evolução e defesa bem estruturada, dificultando a ação de inimigos naturais e de controle pela ação humana. Cada ninho tem apenas uma rainha, que é responsável pela postura de ovos e geração de novos indivíduos de distintas castas para realizar as atividades de limpeza e alimentação dos formigueiros.






A reprodução é realizada no período da revoada, que ocorre geralmente uma vez ao ano na primavera. Cada ninho gera inúmeros indivíduos sexuados na forma alada – bitus (machos) e iças/tanajuras (fêmeas), sendo que após a cópula as fêmeas pousam, retiram o par de asas e iniciam a fundação de um novo ninho. As tanajuras se tornam as rainhas das novas colônias, permanecendo no interior dos formigueiros e os óvulos fecundados na revoada serão os utilizados pelo restante do período de vida do ninho (até 20 anos). Tendo coletado as cepas de fungo na colônia de origem, as tanajuras germinam o fungo que será regurgitado na saliva e cultivado desde a fundação do novo formigueiro para a alimentação das formigas, e tem como substrato para seu crescimento uma variedade de materiais orgânicos provenientes em grande parte do corte e colheita de plantas. Desta maneira, as estratégias de controle das formigas cortadeiras que tem apresentado melhores resultados a longo prazo, levam em conta seu hábito alimentar e meio de reposição de indivíduos pela rainha.


Leia o artigo completo em na edição nº 06:


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Autoria: Engenheiro Florestal Pablo Thiel Della Cruz

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