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Dia de Campo multiplica conhecimento sobre produção e mercado da noz-pecã

Evento realizado em Glorinha contou com palestras e estações técnicas unindo entidades como IBPecan e Emater/RS  


Mercado e tecnologias de produção na Agricultura de Baixo Carbono foram temas de painéis no Dia de Campo da Pecanicultura que contou também com quatro estações técnicas. O evento ocorreu no Pavilhão Nozes Glorinha, no município de Glorinha (RS), nesta quinta-feira, 14 de março. O Dia de Campo foi organizado pela Emater/RS e Nozes Glorinha, com apoio, parceria e patrocínio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do IBPecan, Biosul, Embrapa e Sicredi.


O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Karion Minussi, e proprietário da Nozes Glorinha, fez a abertura do evento, agradecendo a parceria de todos os presentes. Disse que o objetivo do Dia de Campo é criar uma corrente do bem. “Sempre fui muito bem recebido na Secretaria da Agricultura, uma grande parceira da pecanicultura, assim como na Emater, IBPecan, demais empresas e entidades do setor agrícola, destacou. Minussi falou, ainda, que a ideia é compartilhar informações para que mais pessoas sejam multiplicadoras do conhecimento adquirido. O presidente do IBPecan, Eduardo Basso, também deu boas vindas e agradeceu a Secretaria da Agricultura por todo o apoio ao setor. “É o momento de congregar esforços, trocar ideias e experiências“, reforçou.


O primeiro painel abordou o Mercado da Pecanicultura e teve como primeiro palestrante, o coordenador técnico do IBPecan, Demian Segatto da Costa, que falou sobre “Exportação para pequenos e médios produtores”. Ele compartilhou com os presentes a experiência de exportação consorciada que tem sido exitosa para a sua propriedade e de demais produtores. “Em Pântano Grande, nós conseguimos reunir um grupo de produtores que  unificou e consolidou as suas produções na nossa indústria e, com isso, fizemos lotes que atendem a múltiplos de 25/ 26 mil quilos, que são volumes para fechar um container, o que seria o volume esperado para exportações”, explicou o produtor.  


Segatto também destacou que, além da questão do volume, tem a parte da qualidade, “que foi uma preocupação que baseou as ações dos produtores que se reuniram em 2018 e criaram o IBPecan”. “Quando começamos a procurar as exportações, tivemos a necessidade de mandar muitas amostras, muita informação sobre o nosso produto, porque não éramos conhecidos mundialmente como produtores tradicionais de pecan. Realizamos  a nossa primeira exportação há três anos e a gente tem muita satisfação em dizer que esses mesmos clientes que compraram nos últimos três anos continuam adquirindo as nossas frutas”, revelou.


Na sequência, o presidente do IBPecan, Eduardo Basso, falou sobre o mercado interno da fruta. Ele pontuou que hoje há uma importação que gira em torno de 15 mil toneladas de nozes, alcançando um valor acima de U$ 100 milhões. “Enquanto que o Brasil produz 3 mil toneladas de pecan em um valor de U$ 30 milhões, a perspectiva desse mercado, que é de 20 mil toneladas no Brasil, mostra que temos uma grande  possibilidade de crescer no futuro. O que nós temos que fazer é melhorar nossa produtividade, melhorar nossa qualidade e trabalhar no desenvolvimento de novos produtos”, afirmou o dirigente.


Basso disse, ainda, que é importante os produtores se darem conta de que, mesmo com a queda de preços das commodities no mercado mundial, atingindo praticamente todos os produtos agro, existe uma excelente oportunidade de mostrar as qualidades das nozes-pecãs. “É uma noz gostosa, saborosa, amanteigada e que tem incríveis contribuições para a saúde do consumidor brasileiro. Agora vamos colocar as nozes também na merenda escolar. Então, acho que vêm boas oportunidades para crescermos”, complementou o presidente do IBPecan.


Encerrando o primeiro painel, o coordenador das Câmaras Setoriais da Secretaria da Agricultura, Paulo Lippi, apresentou números de investimentos na pecanicultura e sobre a parceria com o IBPecan. “A secretaria tem o programa Pró-Pecã desde 2017 e vem crescendo as ações no sentido de congregar toda a cadeia produtiva. Um dos objetivos principais do programa é justamente essa coordenação com a pesquisa, com a extensão rural,  com a assistência técnica, com os bancos, enfim, com todas as entidades e o Ministério da Agricultura e Pecuária”, explicou.


Lippi contou que a pecanicultura até 2017 estava praticamente desabrigada de normativas junto ao Ministério da Agricultura. “Nos últimos três anos nós triplicamos o valor destinado à pecanicultura. Este ano, são R$ 683 mil que o governo do Estado está destinando para ações de assistência técnica, capacitação, treinamento e realização de dias de campo, ou seja, uma série de eventos, inclusive o diagnóstico que a secretaria e a Emater, a pedido do IBPecan, vai realizar agora em 2024, bem aprofundado, com muitas questões para conhecer a fundo o setor”, informou.


A programação do Dia de Campo da Pecanicultura também contou com um painel sobre “Tecnologias de Produção na Agricultura de Baixo Carbono”. Palestrantes da Biosul (Verônica Medeiros), da Divinut (Edson Ortiz), Emater/RS (Ênio Todeschini)  e Embrapa (Carlos Martins), abordaram, os temas, respectivamente, “Bioinsumos para a Pecanicultura”, Cuidados na Colheita da Noz-Pecã, Cuidados na Implantação de Pomares de Noz-Pecã e Adequação dos Solos do Rio Grande do Sul para a pecanicultura.


Na parte da tarde, Cristiano Ávila, do Sicredi, falou sobre o Mercado do Agro. A palestra foi seguida por estações técnicas: Solos e Fertilidade, com a Embrapa e URPecan; Bioinsumos com a Biosul; Manejo do Pomar - Principais cuidados na colheita e Implantação de Pomar - Principais cuidados na hora de iniciar. 


Foto: AgroEffective/Divulgação

Texto: Ieda Risco, Rejane Costa e Artur Chagas/AgroEffective

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