Adubação de base no desenvolvimento inicial de mudas de nogueira-pecan

Atualizado: Ago 19

O pecanicultor, ao dar início a um pomar, precisa ter bem esclarecidos os critérios e as características que as mudas utilizadas devem possuir para obter sucesso na implantação.


As mudas são o mais importante insumo a ser adquirido pelo produtor. Conforme Zaccheo (2013), para obter alta produtividade e frutos de qualidade, é necessária a utilização de boa técnica de formação de mudas, pois se estima que 60% do sucesso de uma cultura está em implantá-la com mudas de qualidade. Assim, sua escolha, juntamente com boa correção de solo e bom manejo geral, vai influenciar diretamente no teto produtivo, na velocidade da entrada em produção e consequentemente no retorno do investimento.


Para Carneiro (1995), os principais parâmetros que determinam a qualidade das mudas são a altura, o diâmetro do colo, o peso da parte aérea e das raízes e as correlações entre esses parâmetros. Com isso, uma boa muda de raiz nua de nogueira-pecan (Carya illinoinensis) deve possuir um bom calibre, 25 milímetros acima do enxerto, um bom volume de raízes, 40 centímetros de comprimento e em quantidade proporcional à sua altura, além de ser livre de pragas e doenças e não possuir lesões.


Os fertilizantes de liberação lenta e controlada podem ser divididos em dois grupos mais importantes disponíveis no mercado de acordo com o seu processo de produção: produtos de condensação de ureia-aldeídos (fertilizantes de liberação lenta) e fertilizantes revestidos ou encapsulados (fertilizantes de liberação controlada) –Trenkel, 2010. O termo fertilizante de liberação controlada deve ser utilizado quando se conhece o padrão, a taxa e a duração da liberação do nutriente, sendo possível controlar essas variáveis durante a fabricação do fertilizante (Shaviv, 2005). Já para os fertilizantes de liberação lenta, não há conhecimento desses parâmetros; eles são influenciados pelo solo e pelas condições climáticas, não podendo ser previstos no tempo, apenas liberam o nutriente em ritmo mais lento do que um fertilizante de referência de liberação imediata, como a ureia (Shaviv, 2005).


Fertilizante de liberação controlada é o termo utilizado para a duração da liberação dos nutrientes em um intervalo de tempo conhecido. Nesse sentido, conforme citado por Garcia, 2017, esses fertilizantes têm como vantagem a aplicação em dose total, realizada em uma única vez, fornecendo o nutriente de forma controlada ao longo do tempo. Em contrapartida, o termo liberação lenta é empregado para a liberação dos nutrientes dependentes de fatores climáticos, não sendo previsto pelo tempo cronológico. Segundo Sgarbi et al (1999), os fertilizantes de liberação lenta possuem uma resina orgânica ao redor dos grânulos que controla a saída dos nutrientes para o meio. Sendo assim, a umidade penetra na resina que envolve o fertilizante, solubilizando os nutrientes em seu interior.


Em função da diferença de concentração entre a solução do meio e a do interior dos grânulos, os nutrientes são liberados de forma gradual. Essa liberação é diretamente proporcional à temperatura e à umidade do substrato, sendo mais rápida na medida em que temperatura e umidade se elevam.

Fertilizantes de liberação controlada podem ser utilizados de forma conjunta ou isolada nos grânulos e normalmente apresentam um padrão sigmoidal de liberação do nitrogênio. Nesses fertilizantes, a camada de S impede o contato físico da água com a ureia no interior do grânulo, influenciando sua liberação para o solo.